terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Oh! E agora que poderá ME defender?

Depois de meia hora ouvindo minha filha reclamar de tudo no mundo capaz de fazer sombra sob a luz...
 
Eu - Ai filha, mas você é muito brava!
Filha - Ainda bem né mamãe que eu nasci assim, senão, como eu ia me defender?
Eu -  :-O
 
 
Badaenek
O gosto e a língua
(Postado por Paulo Coelho em 04 de dezembro de 2009 às 00:32 no G1)

Um mestre zen descansava com seu discípulo. A certa altura, tirou um melão do seu alforje, dividiu-o em dois, e ambos começaram a comê-lo.

No meio da refeição, o discípulo comentou:

"Meu sábio mestre, sei que tudo que o senhor faz tem um sentido. Dividir este melão comigo talvez seja um sinal de que tem algo a me ensinar".

O mestre continuou a comer em silêncio.

"Pelo seu silêncio, entendo a pergunta oculta", insistiu o discípulo. "E deve ser a seguinte: o gosto que estou experimentando ao comer esta deliciosa fruta está em que lugar: no melão ou na minha língua?"

O mestre não disse nada.

O discípulo, entusiasmado, prosseguiu: "E como tudo na vida tem um sentido, eu penso que estou perto da resposta a esta pergunta: o gosto é um ato de amor e interdependência entre os dois, porque sem o melão não haveria um objeto de prazer, e sem a língua…"

"Basta!", disse o mestre. "Os mais tolos são aqueles que se julgam os mais inteligentes, e buscam uma interpretação para tudo! O melão é gostoso, isto é suficiente, e deixe-me comê-lo em paz!"


BADAENEK

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Mãe suficientemente boa

Winnicott não foi pai, tampouco mãe, mas formulou uma teoria onde a "mãe suficientemente boa" é a grande heroína da história de qualquer ser humano. Nem precisa dizer que uma falha no "suficientemente" a torna a grande vilã.
 
Sr. Winnicott, com todo respeito, toda sua teoria é muito válida. Ilusão, desilusão, continuidade, dependência absoluta, relativa, rumo à independência, tendência anti-social, objeto subjetivamente concebido, controle mágico, objeto objetivamente percebido, splitting, objetos e fenômenos transicionais, área intermediária ou espaço potencial....
 
...mas isto dveia vir em forma de "Manual de Instruções" colado no pezinho do bebê.
 
Agora que o Sr. está aí em cima, perto do Arquiteto, dá pra colocar isto na caixinha de sugestões????.
 
 
BADAENEK
 
 
 
 

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Bianca Albertini Daenekas

Médicos ficam gripados

Você, que é estudante de Psicologia e aspirante a Psicanalista!
Resuma a Psicologia em uma frase.
Capricha!
 
 
"EM CASA DE FERREIRO O ESPETO É DE PAU"
 
 
(Hummm. Esse duplo sentido, Freud explica?)

 
Badaenek

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Mania Feia

Por muito tempo quando algo ruim acontecia e eu ficava chateada, eu evitava dizer o que estava sentindo para não magoar as pessoas e manter as relações sempre na maior paz possível.
Foi assim durante muito tempo.
 
Então, eu vi que funcionava algumas vezes, mas eu ficava com aquele gostinho amargo na boca por não ter dito o que eu queria.
Não que eu seja muito boa e por isso não queria magoar ninguém, na verdade meu medo era de perder a relação com a pessoa. Magoá-la significaria perdê-la.
 
Com o tempo e as adversidades, continuei com a mesma fórmula e ela me pareceu furada.
 
Conversando com um amigo, ele disse que quando a gente se expressa, o gosto amargo vai embora e é possível depois abraçar esta pessoa e dizer: "mesmo assim gosto de você!". Achei interessante e comecei a praticar. Comecei com ele, inclusive. E vi que nem sempre o que eu dizia magoava, as vezes abria uma possibilidade da pessoa explicar melhor seu ponto de vista, as vezes a pessoa só ouvia e estava bom.
 
Hoje, pouco tempo depois desta conversa, coleciono algumas poucas cenas impagáveis da minha história onde eu disse o que queria, e me expressei. E continuo me relacionando com estas pessoas. Do trabalho, da família, do coração. Eu não perdi ninguém, porque ainda gosto deles. E poder dizer o que eu penso me faz gostar ainda mais e ser mais autêntica.
Falar o que eu penso mostra té onde esta pessoa pode ir, e isso é saudável para minhas relações. Quando não havia distinção entre eu e o outro, podia tudo.
 
Me sinto bem.
 
Deixa meu analista ler isso, vou me arrepender de ter escrito.
 
BADAENEK